Existem cerca de 20 mil espécies de abelhas catalogadas no planeta. Este guia mostra onde cada grupo vive, como o Brasil lidera em diversidade, e por que a Mandaçaia — a abelha por trás do nosso própolis azul — é só uma entre milhares.
Números que colocam a diversidade de abelhas em perspectiva antes de qualquer comparação.
Escala ilustrativa e não-linear, para tornar visível a diferença entre grupos de tamanhos muito distintos. Fontes ao final da página.
Na Mata Atlântica, as abelhas sem ferrão representam apenas 7% de todas as espécies de abelhas — mas realizam 70% de toda a polinização observada em campo. Um grupo pequeno em número de espécies, mas desproporcionalmente essencial para o ecossistema.
A tribo Meliponini não é exclusividade brasileira — existe em três grandes linhagens evolutivas, cada uma numa região do planeta.
O gênero Melipona (que inclui a Mandaçaia) existe exclusivamente nas Américas do Sul e Central e no Caribe. O Brasil sozinho concentra mais espécies de Meliponini do que qualquer outro país do mundo.
Abelhas sem ferrão africanas pertencem a uma linhagem evolutiva própria, separada da neotropical. O mel de meliponíneos é usado tradicionalmente em diversas comunidades africanas.
Cerca de 90 espécies de abelhas sem ferrão ocorrem numa faixa que vai da Índia até as Ilhas Salomão, e do Nepal e sul da China até a Austrália.
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A abelha por trás do própolis azul. Nome significa "bela guarda" — sempre há uma abelha na entrada estreita do ninho.
Ver imagens →A mais popular e urbana das abelhas sem ferrão brasileiras — pequena, dócil, e muito usada em meliponicultura urbana.
Ver imagens →Uma das maiores abelhas sem ferrão do Brasil, típica do Nordeste, com produção de mel relativamente alta para o grupo.
Ver imagens →Espécie do semiárido nordestino, adaptada a condições mais secas que a maioria das Meliponini.
Ver imagens →Espécie amazônica e nordestina, uma das mais manejadas para produção de mel na região Norte.
Ver imagens →Espécie incomum: pode ter várias rainhas ativas na mesma colônia ao mesmo tempo — raro entre os Meliponini.
Ver imagens →Fora do universo das abelhas sem ferrão, outros grupos dominam outras regiões do planeta.
A abelha "clássica" com ferrão, usada na apicultura mundial. Não é nativa das Américas — chegou ao Brasil em 1839 e 1956.
Ver imagens →Representa as abelhas de climas frios e temperados — peluda, robusta, adaptada a regiões que a Mandaçaia nunca habitaria.
Ver imagens →Não é abelha — é o inseto mais confundido com uma. Veja a comparação completa logo abaixo.
Ver imagens →Zumbido parecido, cores parecidas — mas biologicamente são coisas bem diferentes.
| Característica | Abelha | Vespa |
|---|---|---|
| Corpo | Robusto, peludo — o pelo ajuda a carregar pólen | Fino, liso, com cintura bem marcada |
| Alimentação | Pólen e néctar (herbívora/nectarívora) | Na maioria, predadora ou necrófaga |
| Constrói | Colmeia de cera | Ninho de papel mastigado (celulose) |
| Produz mel | Sim (em graus variados por espécie) | Não |
| Ferrão | Muitas espécies perdem o ferrão e morrem após picar; Meliponini nem tem ferrão funcional | Pode picar múltiplas vezes sem morrer |
| Papel ecológico | Polinizadora primária | Controle biológico de pragas (predação) |
Entre ~20 mil espécies de abelhas no mundo, a Mandaçaia é uma presença rara, exclusiva das Américas, e responsável pela composição química única do própolis que estudamos neste site.
Ver a composição do própolis da Mandaçaia →Números de espécies são estimativas de literatura científica, sujeitas a revisão taxonômica contínua — a ciência da biodiversidade de abelhas está em constante atualização.